O Chardonnay é, na grande maioria dos casos, um vinho branco seco. A uva Chardonnay é uma das castas mais plantadas do mundo precisamente porque adopta o carácter do terroir e da vinificação: do Chablis mineral e fresco da Borgonha aos brancos cremosos e amanteigados da Califórnia, todos partilham a mesma casta — mas raramente a mesma doçura. Quando vir "Chardonnay", assuma que é seco.
Então porque parece doce algumas vezes?
O envelhecimento em carvalho e a fermentação maloláctica dão notas de baunilha, manteiga e fruto tropical que o palato humano lê como "doce" — mesmo sem açúcar residual. Confunde-se mesmo o aroma doce com a doçura real. Um Chardonnay com estágio longo em madeira nova parecerá mais adocicado que um Chablis fermentado em inox, embora ambos sejam secos pela lei.
Chardonnay doce existe?
Existe, mas é raro: colheitas tardias ou vinhos de produto das regiões frias podem levar açúcar residual visível no rótulo ("late harvest", "moelleux"). Se procura um branco realmente doce, prefira um Moscato ou um Sauternes. Para o seu Chardonnay do dia-a-dia — como os que servimos para acompanhar o peixe e marisco — conte sempre com um vinho seco e gastronómico.
- Chablis (inox): mineral, seco, notas de limão e pedra molhada
- Chardonnay com madeira: cremoso, baunilha, ananás assado
- Late harvest / moelleux: doce — a exceção, não a regra
- Temperatura de serviço ideal: 9–12 °C


